Postado domingo, 30 de março de 2014

Back to 50´s


No início dos anos 1950, após um período forçado de racionamento de roupas nos Estados Unidos, provocado pela Segunda Guerra Mundial, onde as mulheres acabaram ingressando na força de trabalho, a feminilidade na moda foi resgatada após Dior lançar a coleção Corolle, chamada posteriormente de "New Look", termo empregado pela pela editora de revista americana Harper´s Bazzar, Carmel Snow, e que acabou sendo o sinônimo dessa linha de roupas desenhada tendo como referência o termo botânico "corola" para pétalas abertas.

Christian Dior seduziu as mulheres com vestidos de silhueta ampulheta, que marcavam bem a cinturinha e tinham saias amplas como verdadeiras pétalas de flores abertas.A silhueta curvilínea fez com que Dior alcançasse sucesso mundial e restabeleceu Paris como capital da moda, salvando a industria da haute-couture. 

Nos Estados Unidos as coleções  Sweetheart , com cintura marcada com cinto e saias em formato de sino,  eram usadas por divas cinematográficas como Elizabeth Taylor, e as figurinistas Edith Head e Helen Rose vestiam as estrelas. Aliás, o cinema de Hollywood nos anos 50 foi altamente divulgador da construção dos figurinos de divas como Rita Hayworth e Marilyn Monroe e na manutenção dos modelos femininos. Foram nos anos 50 que as estrelas atraíram o público, que as imitava no visual e no comportamento (fenômeno que acontece até hoje, não é?). A lenda do cinema mundial Grace Kelly, depois princesa de Mônaco era adepta dessa linha que traduzia feminilidade e virou símbolo da elegância sofisticada, inspirando até Kate Middleton em seu vestido de noiva.

Esses vestidos, que contavam ainda com corpetes com decotes coração, eram  usados também pelas adolescentes na ocasião do famoso e esperado Baile de Formatura, uma vez que as estudantes copiavam o estilo que viam nas revistas de moda Harper´s Bazzar e Vogue.





Tailleur Bar Dior



Trapeze de Yves Saint Laurent

estudantes dos anos 50 (fonte)

Grace Kelly 

fonte
Diversos estilistas nacionais e internacionais regularmente revisitam esta década tão maravilhosa e desenham peças releituras da época. A década está tão em alta que em outubro deste ano será lançado filme sobre a vida de Grace Kelly, estrelado pela diva Nicole Kidman. Como vocês podem ver, apostem na marcação da cintura, nas sais e vestidos midi, nessa silhueta tão feminina e delicada, que é sucesso atemporal. O resgate do passado é tendência contemporânea!

VINTAGE X RELEITURA
 A palavra "vintage" verdadeiramente quer dizer o ano em que o vinho ou o óleo foi engarrafado. Na moda significa que a peça é pertencente a outra época, lembrando que esta peça necessariamente tem que contar uma história, ser original, elaborada, mostrar que é única, revelar sua individualidade. Necessariamente nem tudo que é vintage tem que ser tão antigo. Peças diferenciadas dos anos 90 que possuem significado especial são consideradas vintage, por exemplo.

A palavra "releitura" se aplica às peças que se inspiram em outras épocas, mas não são confeccionadas nos dias de hoje, com técnicas e materiais contemporâneos. Funcionam como uma ilusão de novidade. As próprias marcas fazem releituras de suas peças antigas, até mesmo como uma estratégia de marketing, para mostrar sua tradição, qualidade e cultura, que valem o preço pago

Dior  SS 2013 (fonte)

Patrícia Motta verão 2014 (fonte)

Alexandre Herchcovitch inverno 2014 (fonte)

Colcci inverno 2014 (fonte)

Tufi Fuek inverno 2014 (fonte)


Dia desses elaborei meu visual tendo como base esse vestido que tem influência fifties, apesar de sua saia não ser godê. O vestido é de um tom vermelho bem bonito e seria ideal para animar o meu dia, tendo em vista que é uma cor quente, e de acordo com a psicologia das cores representa dinamismo e poder, justamente o que eu queria. Apesar de várias pessoas já acharem a combinação vermelho + pink "batida", é uma das minhas preferidas e quando vi a foto no instagram da Zhanna Bianca com um vestido rosa lindo e um trench coat e acessórios red, morri de amores e aumentou muito a minha vontade em usar essa mistura de cores. 

Usei o pink no cinto que deixou a cintura marcada estilo anos 50 e no cardigã que acabei nem usando posteriormente, pois o dia que parecia esfriar, esquentou (que pena!). O rosa também esteve presente no meu batom, pink noveau da MAC. Aliás, tenho que dizer que não adianta você estar com uma roupa legal, se a make e o cabelo não funcionam. O preto apareceu para "quebrar" um pouco a feminilidade e agregar mais peso (adoro fazer isso), por isso usei a bolsa saco que é hit da estação e a open boot de animal print. Eu sei que sou muito baixinha e que seria melhor usar sapatos cor da pele (nude, bronze, cores puxando para o dourado), que me alongam, mas não ficaria legal no resultado final desse look que eu queria. 

O bom é que o vestido é evasè e fica muito bem em pessoas do corpo triângulo como eu (mas as saias e vestidos godê não ficam). As saias evasè também podem ser usadas por pessoas de silhueta ampulheta (corpo violão, seios e quadris proporcionais e cintura fina), retângulo (medidas iguais), triângulo invertido (medidas do ombro e costas maiores que quadril) e oval (medida dos ombros menor que cintura e quadril), desde que nesse último caso seja um evasê sutil. Como se vê, o evasè é democrático.



1 comentários:

Comentários
1 Comentários
  1. Que tudo, adorei esse post! E o blog, seguindo aqui. Beijos

    http://petiitefemme.blogspot.com

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