Postado quarta-feira, 7 de maio de 2014

Blue Jasmine

Pense bem. O que você primeiro percebe em uma pessoa andando na rua? O que você acha da imagem pessoal? Qual a importância que você dá a isso? Você se importa com a imagem que reflete aos outros? Todas essas indagações vêm à mente no momento que você assiste ao filme Blue Jasmine, de Woody Allen.

A história do filme é sobre Jasmine, uma mulher rica, interpretada por Cate Blanchett, que tinha uma vida maravilhosa, rodeada de luxo, e após descobrir uma série de coisas, sua vida desmorona e é obrigada a morar de favor com sua irmã, que é humilde. 

Desde o começo do filme pode-se visualizar o perfil dessa mulher, que ainda não entendeu que tem que "acordar pra vida" e se adaptar a sua nova situação financeira. Mesmo sem dinheiro viaja para o lugar que sua irmã reside, no avião, de 1ª classe. Suas roupas são de grifes caras, adora ostentar e adora ser desse jeito. Ela passa o filme todo em crise, toma remédios fortes para se acalmar, fica depressiva, tem flashes o tempo todo de sua vida de riqueza e solta frases como se estivesse participando ainda do momento da lembrança. Passa o filme querendo achar um novo homem rico para que volte a ter conforto, mas esconde dele os problemas de sua vida passada. Briga com a irmã porque acha que o namorado não é bom o suficiente pra ela, porque não é rico nem nada. Aliás, até seu nome (Janete) muda e exige que a chamem de Jasmine. Vive de aparência. Está sem seu pior momento da vida, mas para ela a aparência é tudo.

Engraçado que conheço gente assim. Aliás, quem não conhece, não é mesmo? Com o perdão da palavra, é como diz o ditado popular "come sardinha e arrota caviar". Uma vez me disseram que por mais que estejamos acabados, sempre temos que estar bem vestidos e apresentáveis. Concordo até certo ponto. Até porque não é porque estamos ruim de vida que temos que demonstrar essa infelicidade no nosso físico e agredir as pessoas, sim, agredir, porque gente mal cuidada, mal vestida, que não tem qualquer preocupação com sua imagem incomoda sim quem os olha.

Mas também ser escravo da aparência é saudável? Estou certa que não. Já ouvi dizer que sou muito vaidosa, e realmente sou e é importante passar uma imagem legal, mas tudo tem um limite e ele chega quando começa a virar um tormento na vida da pessoa que acaba tendo que aparentar uma coisa que não é, gasta muito dinheiro mesmo sem condições para tanto, ostenta o que tem e o que não tem, mente, manipula, tudo como forma da construção de sua imagem. 

Recomendo assistirem ao filme e refletirem.








1 comentários:

Comentários
1 Comentários
  1. OLÁ MARIA.
    ADOREI SEU BLOG!
    SEGUINDO LINDA!
    BJUS.
    www.meninabymulher.blogspot.com.br

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