Postado quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Rio Moda Discute Internacional - dias 26 e 27 de agosto - Arquitetura e Visual Merchandising

O Rio Moda Discute Internacional, no dia 26 de agosto, trouxe ao público a presença de quatro arquitetos renomados para abordarem a ARTE E ARQUITETURA DE LOJA.


O debate foi iniciado por Ippolito Pestellini, arquiteto italiano que assina os desfiles da Prada desde 2007, que falou da arquitetura de loja e desfiles e esclareceu que a Prada não se apresentou como marca, mas como máquina cultural. Pestellini afirmou que o merchandising pode se tornar um evento e que fashion shows são muito importantes porque passam a estratégia da campanha. E continuou dizendo que quando se fala em referências, você tem que entender a história da coleção, onde fica o conceito: "Nós temos o produto, o espaço e a luz para representar o conceito"



Bel Lobo seguiu o talkshow reforçando a idéia de que sempre tem que ver a composição que melhor se identifica com a marca, pois esta vai se modificando conforme o tempo e, portanto a composição muda também. A marca tem que traduzir o que ela é no momento e, para isso, há todos os equipamentos e iluminação. A arquiteta disse que suas inspirações vêm muito mais das artes plásticas que da arquitetura e que para traduzir o briefing há a necessidade de criar toda a ambientação da loja, criar emoção. Exemplificou sua palestra com imagens da arquitetura da Richard's, Salinas, Farm, Livraria da Travessa, Phebo, Schutz, Melissa, Jelly e Quem disse Berenice?



Edson Matsuo esclareceu que o branding aliado à arquitetura proporcionam uma experiência emocional e o que faz diferença em qualquer trabalho são as pessoas e sem elas, a casa, como um lar, perde sua razão de existência, "quanto mais gente faz parte disso, mais poderoso é o trabalho". Matsuo, contou com o apoio de Domingos Pascalli, que citou ainda que a marca imprime referência na arquitetura.


RMDI2014 - ARTE E VISUAL MERCHANDISING - DIA 27 DE AGOSTO

O último dia da exposição “A Arte que você Veste” com interação dos talkshows do Rio Moda Internacional, foi agraciado com Camila Salek (Viner), Ron Pompei (Pompei AD) e Ana Luiza (Ralph Lauren), abordando o tema “Arte e Visual Merchandising”.


Camila Salek, que prefere chamar o VM de “Experience Merchandising”, pois segundo ela “a experiência de compra é muito importante nesse negócio”, ilustrou sua palestra com diversos cases que já trabalhou. Camila afirmou o crescimento do VM dentro do contexto de marketing da marca e fez questão de dizer que “VM não é vitrine e muito menos vitrine bonita”, “atua no ambiente da loja como um todo e não só na vitrine”. Para ela, 5 itens são essenciaisAmbiente (porque VM desperta sentidos), Sazonalidade (criações constantes), Preço (quanto o cliente está disposto a pagar), Moda (item forte, hot) e Seleção (curadoria), assegurando que “VM hoje atua diretamente no momento decisivo de compra do cliente, rendendo muito resultado para as marcas”.

A palestrante já desenvolveu mais de 500 projetos para mais de 70 marcas diferentes no mercado e apresentou cases em que funcionou, como nas marcas C&A, Centauros e The Beauty Box. Durante a apresentação dos cases explicou que em lugares como Tóquio, onde não há vitrines, o ambiente todo de loja torna-se a vitrine, e que isto é muito inspirador. A Viner desenvolve projetos especiais também para flagships stores, além de projetos Retrofit, onde, neste caso, a arquitetura da loja não é alterada, mas a cenografia, os equipamentos, os manequins, tudo é novo, para que sobreviva um pouco mais até mudar o projeto. Usa também técnicas como cross merchandising, cruzando vários produtos no ponto de venda, ou seja o consumidor tem um “package completo” e a curadoria, separando itens por suas funções.

Ao final, Salek explicou sobre a necessidade de haver um trabalho de experiência de compra na loja, traduzindo a história da marca para a vitrine. Nisso tudo, há o conceito, as referências visuais, o board visual do que se pretende e aí também entra outra dica valiosa: “cruzar o ponto de contato com o cliente” e nisso, o mundo virtual influencia bastante o físico em se tratando de comunicação da marca (apesar de o custo de tecnologia no Brasil ser muito caro) e as blogueiras tâm sido um meio para isto. 

Passada a palavra ao palestrante internacional da noiteRon Pompei, da Pompei Design, este apresentou muitos cases de seu trabalho, como Urban Outfitters e Anthropologie. Ron acrescentou que a loja não é um lugar apenas comercial, tudo é criado de uma forma mais social, criando “brand experiences”: “cada loja tem que contar sua história”, mas não se restringir ao local, ter visão global, para que seja uma verdadeira experiência para o cliente, “não é só vender algo, é algo que você sente”, que seja cultural. 

Pompei disse ainda que pode-se pegar qualquer espaço e criar, transformar, sem tirar a história do local e exemplificou com trabalhos seus em uma igreja e em um teatro. Dicas como “os clientes tem que ver a movimentação, ver outros clientes usando o espaço da loja”, “colocar os produtos de forma que o cliente se sinta em casa, quando necessário” “usar o design, a luz, displays, collages, elementos ecológicos” conforme a história e o conceito da marca foram passadas. Ron finalizou dizendo “mais imaginação, criatividade e inovação para o futuro”.

A terceira palestrante do talkshow, Ana Luiza, traçou toda a sua trajetória profissional, desde a escolha por VM, tendo em vista sua paixão pelo “meaning”, afirmando que “VM é mensagem vendida”, “falar do produto mais do que fazer o produto”, até o atual posto, na Ralph Lauren, responsável ainda pela RRL de Londres, que é a flagship da Europa. Ana Luiza disse que para trabalhar no visual merhandising, tem que amar, ainda mais com as dificuldades impostas no Brasil. Uma de suas dicas, e esta é bem interessante, é tentar pensar no “efeito celebridade”, ou seja, muitas marcas querem ser famosas já, querem sucesso rápido, mas não funciona assim: “o que é lindo hoje, amanhã é esquecido, tem que pensar a longo prazo”, “o VM proporciona venda imediata sim, mas a estratégia é a longo prazo” “tem que parar e olhar para dentro da marca, ver a sua identidade”.









Meninas da equipe de colaboradores Rio Moda

Look do 2º dia como colaboradora Rio Moda




Último look de colaboradora!!!

Mimo que ganhamos da Ipanema! Amei

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